12 de maio – Dia Mundial da Fibromialgia

Fibromialgia: sensibilidade, diagnóstico e responsabilidade no tratamento e acompanhamento do paciente.

O dia mundial sobre a conscientização e enfrentamento à fibromialgia, celebrado no dia 12 de maio, traz a discussão sobre a importância em alertar a sociedade quanto a uma doença silenciosa, crônica, incurável e sem inflamações. Os sintomas são variados e semelhantes aos de outras doenças e o profissional farmacêutico presta serviços essenciais no atendimento primário ao paciente com suspeita de fibromialgia.

A doença pode causar incômodo constante ao paciente e algumas alterações que interferem no desempenho de atividades e até mesmo em relacionamentos, como explica a farmacêutica clínica, Walleri Reis. “A fibromialgia é uma condição crônica de saúde, assim como o diabetes e a hipertensão. A diferença é que a fibromialgia é uma condição um pouco mais difícil de ser diagnosticada, muitos pacientes passam longos períodos sentindo dores antes de conseguir o diagnóstico adequado”. 

Walleri Reis, que é docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explica que a doença é caracterizada por uma dor musculoesquelética crônica e generalizada. “Trata-se de uma dor em diversos pontos acompanhada de fadiga e pode apresentar também condições psiquiátricas em especial os transtornos de humor, como a depressão. “É muito comum que o paciente relate, por exemplo, problemas para dormir, dificuldade cognitiva, falta de atenção, cansaço excessivo”. Segundo a farmacêutica, essas são situações que podem se apresentar de maneira conjunta.

O estudo ‘A prevalência da fibromialgia no Brasil’ aponta que a doença prevalece em 2% da população brasileira, sendo na proporção de um homem para cada 5,5 mulheres. Entretanto, é necessário desmistificar a discussão porque nem toda dor que surge significa quadro positivo para fibromialgia. “Apenas o paciente que expõe os sintomas mencionados anteriormente por um tempo médio de três meses. Não é possível certificar a causa da fisiopatologia da fibromialgia, o que existe é a relação de uma dor considerada neuropática. Trata-se de uma doença altamente incapacitante, sendo mais comum em mulheres com idade entre 20 e 55 anos”, aponta Walleri Reis.

Por isso, o cuidado e perspicácia do farmacêutico são elementos de valor no atendimento ao paciente acostumado a se automedicar para aliviar as dores persistentes e incapacitantes em decorrência da doença. “Geralmente, a fibromialgia faz o paciente se queixar constantemente de dor e procurar a farmácia comunitária para comprar analgésico e antiinflamatório de maneira recorrente porque ele busca um medicamento para aliviar a dor. O farmacêutico é super importante no processo de rastreamento em saúde para acompanhar o paciente, fazer a anamnese dos sintomas, avaliar se existe relação com transtorno de humor, depressão, fadiga, dor de cabeça, há quanto tempo o paciente está sentindo isso, entre outros. Então, o farmacêutico possui o papel fundamental em identificar precocemente esses pacientes que estão se automedicando pelo uso excessivo e abusivo de antiinflamatórios e analgésicos”, afirma.

Os sintomas da fibromialgia são variados e se assemelham aos de outras doenças. Atualmente, não existe um exame específico, como uma radiografia por exemplo, capaz de prontamente diagnosticar a fibromialgia. Todavia, o médico clínico através de uma entrevista e avaliação do paciente pode identificar a condição crônica. “É importante o farmacêutico identificar e acompanhar esses pacientes em todos os ambientes, tanto na farmácia comunitária e privada, no Sistema Único de Saúde quanto no consultório para poder encaminhá-lo para o médico responsável”, esclarece a farmacêutica.

Se o paciente já possui diagnóstico de fibromialgia, é preciso ficar ainda mais atento porque a doença é tratada com medicamentos que tem uma carga de efeitos adversos como tontura, náusea, sonolência excessiva e vários outros. Esses efeitos podem ser muito perigosos nos pacientes idosos porque aumenta o risco de quedas por exemplo. O trabalho do farmacêutico é essencial na adaptação do paciente ao tratamento farmacológico para avaliar possíveis alternativas para que o cuidado seja holístico e integral. Além da terapia medicamentosa existe o tratamento não farmacológico, esse está relacionado a prática de exercícios físicos. “O farmacêutico atua em todos os pontos desde o rastreamento ao acompanhamento da terapia não farmacológica e farmacológica a educação em saúde para adesão ao tratamento”, conclui a farmacêutica clínica, mestre e doutora, Walleri Reis.



Fonte: http://www.cff.org.br